VISITA PASTORAL À PAROQUIA DE SANTA EULÁLIA DE BANHO

VISITA PASTORAL À PAROQUIA DE SANTA EULÁLIA DE BANHO

Decorreu, entre os dias 6 e 9 de Dezembro, a Visita Pastoral do Senhor D. Manuel Linda à Paróquia de Santa Eulália de Banho, Concelho de Marco de Canaveses. Foi uma visita marcada pela alegria, sobretudo tendo em conta o momento maior pelo qual todos esperavam: a dedicação da nova Igreja Paroquial. Os cristãos desta pequena Comunidade Paroquial foram inexcedíveis no desvelo generoso que colocaram em toda a preparação. Foi uma semana muito intensa, entre reuniões de preparação da celebração da dedicação da nova Igreja, uma Catequese sobre os ritos da dedicação, confissões, todo o trabalho para ultimar os preparativos e fazer as necessárias limpezas do edifício que viria a ser a nova Igreja… E, claro, houve as actividades próprias de uma Visita Pastoral.

O Senhor D. Manuel chegou na Quinta-feira pela manhã, tendo começado por visitar o edifício da agora nova Igreja Paroquial. Como o próprio mais tarde diria, chegou a tempo de assistir à colocação dos bancos da Igreja. O programa de Quinta-feira foi bastante preenchido. O Bispo Diocesano visitou alguns doentes acamados e o Centro Social e Paroquial de São Romão de Carvalhosa (civilmente, as Paróquias de Santa Eulália de Banho e de São Romão de Carvalhosa formam uma única Freguesia, desde há muitas décadas). Visita que foi noticiada pela Agência Ecclesia. Da parte da tarde, o Bispo Diocesano visitou o Infantário e Escola Primária, bem como algumas empresas. À tarde, presidiu à Eucaristia, na qual foi administrado o Sacramento da Unção dos Doentes, seguindo-se um lanche-convívio. Ao fim do dia, D. Manuel encontrou-se com as crianças da catequese e seus pais, bem como com a Junta e Assembleia de Freguesia. Após o jantar, houve tempo para uma Assembleia Paroquial e para um encontro particular com os adolescentes da Catequese, bem como os jovens crismandos.

O Domingo foi o dia da festa maior. Iniciou-se a Eucaristia, no adro da Igreja antiga, seguindo-se em procissão para a Igreja nova. Após o rito próprio da entrega das chaves da nova Igreja ao Bispo Diocesano, a celebração prosseguiu. Na sua homilia, D. Manuel destacou a importância de existirem espaços próprios para as várias actividades humanas (o lar, o espaço de ensino, o espaço de desporto, etc.), pelo que também deve haver um espaço por sua natureza destinado ao encontro com Deus. A Igreja é, nas palavras de D. Manuel, «Casa da Espiritualidade» e «Casa das Emoções». Já quase no fim da sua intervenção, D. Manuel confiou esta nova Casa aos crismandos: «Senti esta Casa como vossa. As pessoas da minha idade vão usá-la mais dez, vinte, trinta anos se formos optimistas. Vós ides usá-la muito mais tempo. Senti esta Casa como vossa. E sentir esta Casa como vossa significa: usai-a». No final da celebração, foi lida e assinada a Acta da Dedicação da nova Igreja. Seguiu-se um almoço convívio.

Com a Igreja concluída, finaliza-se a primeira parte das obras a que a comunidade se abalançou. Falta agora o Complexo Paroquial para a Catequese e outras actividades. Neste momento de balanço e de gozo pelo caminho já percorrido, é justo enumerar quantos lutaram para que este sonho fosse possível. Em primeiro lugar, a Comunidade Paroquial. No Evangelho, o Senhor fala da importância do fermento que, sendo pouco, leveda toda a massa. Também aqui foram não muito numerosos os que lançaram «mão ao arado»; mas foram incansáveis no esforço e provaram estar «aptos para o Reino dos céus». Organizaram-se quatro grupos de paroquianos que, nunca contra ninguém, sempre a favor de todos, moveram «mundos e fundos» para erguer esta Casa para Deus. Em segundo lugar, é devido um louvor ao Pároco, Pe. António Jorge Oliveira, a quem coube a tarefa ingente de fazer crer aos seus paroquianos que a obra era possível. Embora a comunidade seja pequena, a nova Igreja Paroquial está aí, a provar que, com união e determinação, do pouco se faz muito. Em terceiro lugar, é merecida uma palavra ao Doutor Manuel Moreira, anterior edil municipal, o qual ofereceu, sem qualquer contrapartida, não só o projecto, mas sobretudo o terreno e o edifício da antiga Escola EB 1 da Igreja de Banho, sobre cuja estrutura foi construída a nova Igreja, bem como à colaboração do actual executivo Municipal. Em quarto lugar, é mais que justa a evocação da memória de D. António Francisco, que desde o primeiro momento apoiou entusiasticamente o projecto. Ainda ressoam nos nossos ouvidos as palavras encorajadoras, proferidas no dia 23 de Julho de 2016, quando se deu o arranque oficial das obras. E, por último, mas (obviamente!) não menos importante, a comunidade dirige uma palavra de profundo reconhecimento ao Senhor D. Manuel Linda, que tanto apoio mostrou à obra e que escolheu dedicar a Igreja precisamente no contexto da sua Visita Pastoral. A nova Igreja está construída e, com a devida manutenção, servirá a comunidade pelas décadas e séculos fora; assim sempre nela haja «pedras vivas» que a «usem». Como cantava o coro durante a comunhão: «A Minha Casa é Casa de oração: quem nela pedir, receberá; quem procurar, encontrará; e a quem bater, abrir-se-á».

Um colaborador paroquial